sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Monte dos Ventos Uivantes - Emily Brontë


"- Por amor de Deus! - interrompeu Catherine, batendo o pé. - Não falemos nisso agora! O teu sangue-frio não pode engendrar a febre; nas tuas veias corre água gelada, mas as minhas fervem, e a tua frieza enlouquece-me."

'O Monte dos Ventos Uivantes', Emily Brontë

Na senda de Jane Austen, o romance inglês de época sempre me fascinou. Sempre tive curiosidade de ler as irmãs Brontë e finalmente encontrei a oportunidade a 0,50€ ou 1€ na Feira da Ladra (já nem me lembro bem). Mais cedo ou mais tarde teria de o pegar da minha estante e desafiar-me a ler as letras pequeninas do exemplar da Europa-América - que de brasileiro não tem nada, apenas uma linguagem de época muito vincada. E peguei!

O Sr. Lockwood habita na Herdade dos Tordos, actualmente também propriedade do dono do Monte dos Vendavais, o Sr. Heathcliff. É Nelly, a governanta, que lhe conta a história das duas mansões, das famílias às quais elas pertenciam e toda a tragédia do amor de Catherine e Heathcliff, que o tornou um ser execrável e quase sem alma, transformando e transtornando tudo e todos à sua volta, ao longo da sua vida.

É uma história de amores e desamores, de famílias, duelos e gerações. De coisas que vão e vêm, como se o tempo fosse realmente cíclico e a vida fosse uma repetição constante de passados.