terça-feira, 25 de junho de 2013

O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald

"Ainda não parara de olhar para Daisy, e julgo que reavaliou tudo o que tinha em casa de acordo com a medida da reacção produzida no olhar da sua bem-amada."
'O Grande Gatsby', de F. Scott Fitzgerald

Nota prévia: segundo as contas do Goodreads, foi o meu livro nº 100! :)

Não é fácil começar a falar de 'O Grande Gatsby', quando uma história aparentemente tão simples é, na verdade, uma tragédia profunda, da realidade humana, da desilusão e de sonhos vencidos pelo tempo. Fitzgerald pega nos loucos anos 20 e no clima que rodeava a sua própria vida para criar um homem que ficaria para a história como símbolo da decadência do que chamam o 'sonho americano'. Uma história de amor, de amor próprio e de falta de amor. 

'O Grande Gatsby' é a história de Jay Gatsby, um novo-rico de negócios estranhos e com um passado misterioso, contada por Nick Carraway, o vizinho da sua grande mansão em West Egg. Nick é primo de Daisy, uma jovem rica e casada com Tom Buchanan. Enquanto Tom tem um caso com uma mulher casada, Daisy esconde no seu passado um romance com Gatsby, na altura um soldado pobre. Cinco anos depois, é Gatsby que encontra a possibilidade de voltar a estar com ela e reavivar o seu amor. 

A narração é na primeira pessoa, mas não é a história de Nick que nos cativa. Ele é um homem 'normal', o único que, a certa altura, tem conhecimento de toda a história. É também o único verdadeiro amigo de Gatsby, o que admira o seu esforço, o que compreende a sua atitude na vida e chora a sua incapacidade de conseguir concretizar a sua verdadeira aspiração. Identificamo-nos com ele na medida em que sabemos o mesmo que ele; na medida em que o tomamos como o próprio Fitzgerald a contar a maravilhosa história de Gatsby.

domingo, 23 de junho de 2013

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez

"O amor é uma peste."
'Cem Anos de Solidão', de Gabriel García Márquez

Uma família peculiar, uma terra imaginária e uma profecia centenária são os ingredientes-base que dão forma a este 'Cem Anos de Solidão', de Gabriel García Márquez. Com uma escrita fluida e coerente, sempre cativante, o autor leva-nos numa viagem quase sem fôlego por gerações e gerações Buendía, com os seus romances, traições, loucuras, adultérios e incestos, entre momentos de pura felicidade a tragédias incontornáveis. E somos confrontados com uma espiral de sensações e reflexões sobre a condição humana e as escolhas que fazemos ao longo das nossas vidas. 

Os Buendía-Iguarán começam por ser José Arcadio e Úrsula, os primos que casam e dão início a uma estirpe de sete gerações, qual delas a mais interessante e característica. Depois seguimos tempos de guerra, relações amorosas, nascimentos e mortes, leituras de pergaminhos e mudanças de vida, desde a tarde em que o pequeno Coronel Aureliano foi levado pelo pai a conhecer o gelo. Cada novo capítulo nos oferece novos episódios da vida desta família que passa praticamente por todos os sonhos e desgraças do mundo.

Crítica completa no Espalha-Factos.